Cefaleia em salvas episódica

3.1.1 Cefaléia em salvas episódica

Descrição

Crises de cefaléia em salvas ocorrendo em períodos que duram de sete dias a um ano, separadas por períodos assintomáticos que duram um mês ou mais.

Critérios diagnósticos

A. Crises preenchendo os critérios de A a E para 3.1

Cefaléia em salvas

B. Pelo menos dois períodos de salva durando de sete a 365 dias

por períodos de remissão

 

 

e separados1 mês

Nota

1. Os períodos de salva geralmente duram de duas semanas a três meses.

Comentário

A duração do período de remissão foi aumentada nesta segunda edição para o mínimo de um mês.

Cefaléia em salvas e outras cefaléias trigêmino-autonômicas

3. Cefaléia em salvas e outras cefaléias trigêmino-autonômicas

3.1 Cefaléia em salvas

3.1.1 Cefaléia em salvas episódica

3.1.2 Cefaléia em salvas crônica

3.2 Hemicrania paroxística

3.2.1 Hemicrania paroxística episódica

3.2.2 Hemicrania paroxística crônica (HPC)

3.3 Cefaléia breve, unilateral, neuralgiforme com hiperemia

conjuntival e lacrimejamento (SUNCT)

3.4 Provável cefaléia trigêmino-autonômica

3.4.1 Provável cefaléia em salvas

3.4.2 Provável hemicraniana paroxística

3.4.3 Provável SUNCT

 

Codificada em outra parte

4.7 Hemicrania contínua

 

Comentário Geral

Cefaléia primária, cefaléia secundária ou ambas?

Quando uma cefaléia com características de cefaléia trigêmino-autonômica

(CTA) ocorre pela primeira vez em estreita relação temporal com um transtorno que é uma causa reconhecida de cefaléia, ela é classificada como uma cefaléia secundária a esse transtorno. Quando uma CTA preexistente piora em estreita relação temporal com outro transtorno que é uma causa reconhecida de cefaléia, há duas possibilidades e é necessário discernimento. O paciente pode receber apenas o diagnóstico da CTA ou pode receber ambos os diagnósticos, o da CTA e o de uma cefaléia secundária àquele transtorno. Os fatores que apóiam o acréscimo do último diagnóstico são: uma relação temporal muito estreita com o transtorno, piora acentuada da CTA, evidência muito clara de que o transtorno possa causar ou agravar uma CTA e, finalmente, a melhora ou o desaparecimento da CTA após a melhora da doença.

 

Introdução

As cefaléias trigêmino-autonômicas compartilham os aspectos clínicos de cefaléia e proeminentes sintomas autonômicos parassimpáticos cranianos. O imageamento experimental e em humanos sugere que essas síndromes ativem um reflexo trigêmino-parassimpático normal humano, sendo os sinais clínicos de disfunção simpática craniana secundários.

A hemicrania contínua, na qual os aspectos autonômicos são menos pronunciados, encontra-se sob o código 4. Outras cefaléias primárias.